Hoje em dia os bancos tentam lucrar ao máximo à custa dos clientes, cobrando cada vez mais comissões e taxas. E, se algumas dessas taxas são amplamente conhecidas de todos, existem outros custos bancários que a maioria das pessoas desconhece.

Conheça-os agora e evite surpresas mais tarde.

CUSTOS BANCÁRIOS POUCO CONHECIDOS QUE VAI AGRADECER CONHECER

1. Emissão de cartão de substituição

Imagine que tem um infortúnio e perde o cartão multibanco. A prioridade é cancelá-lo, para que ninguém possa mexer na sua conta, e logo depois pedir ao banco que lhe envie um novo cartão.

Este serviço, no entanto, é pago. Para não ter de arcar com a despesa de emissão de um novo cartão, tem mesmo de esperar que o que tem agora caduque e o banco lhe envie um novo.

Se puder (e não envolver custos adicionais), também pode pedir dois cartões multibanco associados à sua conta e guardar um em casa para o caso de ficar sem o outro.

2. Reenvio do PIN

Manter o PIN sempre na memória não é tarefa simples para todos. Os bancos recomendam-nos a sabê-lo de cor, ao invés de escrever num papel ou em qualquer sítio onde possa ser visto por outras pessoas.

O problema é que os esquecimentos acontecem. E é precisamente quando precisamos de pedir ao banco que nos reenvie o código do cartão multibanco, que descobrimos mais um custo bancário que, precisamente por ser pouco conhecido, nos apanha quase sempre de surpresa.

Se puder, anote o PIN do seu cartão, ainda que de forma dissimulada e, claro, sempre num lugar separado daquele onde guarda o próprio cartão.

3. Documentos em papel

Evitar a documentação em papel é uma atitude amiga do ambiente, mas também muito amiga do seu bolso.

Grande parte dos bancos cobram comissões adicionais aos clientes que preferem receber a documentação em papel em vez do formato digital, além de também definirem taxas para os casos em que os clientes submetem pedidos à instituição por escrito.

Se quer fugir a mais este encargo, comece por aderir a tudo o que é prestação de informação em formato digital e evite ao máximo ter de receber cartas do banco.

4. Renegociação de créditos

Renegociar um crédito (por exemplo crédito à habitação) pode, em algumas circunstâncias, ser uma boa estratégia de poupança. Mas não há bela sem senão.

Saiba que a renegociação de um crédito envolve sempre despesas, porque o banco vai querer ser pago para olhar para o seu processo e estudar a possibilidade de alterar as condições do empréstimo.

Não há muitas formas de fugir a estes custos. O melhor conselho que podemos dar-lhe é evitar ter de renegociar créditos.

Quando essa for uma opção inevitável, garanta que tem possibilidades fortes de ver o pedido aprovado antes de o submeter. Caso contrário vai estar a pagar para analisarem um processo que ainda por cima reprovam.

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5. Amortização de créditos

Pode parecer-lhe estranho, mas a verdade é que até para fazer o pagamento antecipado de parte ou da totalidade de um crédito – o que à partida seria uma coisa boa para os bancos – há custos bancários.

Um deles, transversal a todos os bancos, é o custo da própria amortização (o banco cobra uma comissão), mas também podem surgir despesas extra relacionadas com a avaliação do processo.

6. Alteração dos titulares de uma conta

A conta até pode ser sua, bem como o dinheiro que lá está, mas não se livra de pagar ao banco uma taxa significativa para poder alterar os registos e associar novos titulares a uma conta ou remover titulares existentes.

Para fugir a este custo talvez mais valha fechar a conta e abrir uma nova. Ou então pode ponderar mudar de banco, transferindo o dinheiro para uma conta nova com outros titulares.

7. Pedido de registo de movimentos antigos

Tem um processo em tribunal e precisa de obter os seus registos bancários de 2014? Surpresa: vai dar de caras com outro custo bancário pouco conhecido.

As viagens no tempo bancário pagam-se, e vai ter de desembolsar alguns euros se quiser comprovativos de movimentos bancários antigos.

8. Depósito de moedas

A piadinha de ir ao balcão do banco e deixar um funcionário a contar centenas de moedas de um cêntimo há muito que deixou de ter graça: os depósitos de moedas pagam uma comissão especial quando envolvem mais de 100 unidades.

Se tem mesmo muitas moedas em casa e não está disposto a pagar para depositá-las na conta, tem duas opções.

Ou faz várias incursões ao banco e deposita menos de 100 moedas de cada vez, ou faz um périplo pelos cafés do bairro e troca as moedas por notas, que pode depois depositar no balcão do banco ou até em caixas automáticas.

9. Anulação de transferências

Este é um dos custos bancários menos conhecidos e, porventura, mais frustrantes. Não importa o motivo, se por engano transferir dinheiro para a conta de um desconhecido, vai ter de pagar.

A anulação das transferências bancárias tem um preço, por isso faça por ser rigoroso na hora de enviar dinheiro a alguém.

10. Levantamento de dinheiro

Não acontece em todas as caixas multibanco, nem com todas as contas, nem com todos os bancos, mas pode confrontar-se com a cobrança de uma comissão para levantar dinheiro.

No caso de Portugal, o perigo mora sobretudo nas caixas ATM. Fora do país, pode haver lugares onde seja simplesmente impossível levantar dinheiro no multibanco sem pagar uma percentagem desse valor à instituição onde faz o levantamento.

Fugir a custos bancários “convenientemente” pouco conhecidos é particularmente difícil, porque passam despercebidos à maioria dos clientes.

No entanto, vale a pena estar atento: é euro a euro que se faz a poupança, e é euro a euro que se cuida da sua saúde financeira.

Fonte: e-konomista